No dia 1 de Agosto de 2008, contra todas as minhas previsões nasceram 3 passarinhos. Entretanto, passados 2 dias apareceu um fora do ninho. Reparei que a fêmea não deixava o macho se aproximar do ninho. Sendo de tamanho minúsculo ao nascer, se a mãe sair do ninho de repente, eles são arrastados para fora. Infelizmente eu não separei logo o macho e apareceu um morto no chão da gaiola.

Nos primeiros dias andei preocupado, pois a fêmea parecia não alimentar convenientemente as crias. Para agravar a situação como não substitui os ovos durante a postura e deixei a Natureza seguir o seu curso, os nascimentos ocorreram intercalados. Por isso os que nascem primeiro tem vantagem em relação aos últimos quando pedem comida a mãe. Foi o que aconteceu temi pela vida do mais fraco.
Como não via o mais novo com alimento no papo resolvi recorrer a uma canária que estava no choco e os ovos estavam claros. A ideia foi boa, mas a canária também não o alimentava. Pelo menos não ia morrer de frio. Bem,... resolvi intervir, pois se não actuasse ele morreria com toda a certeza. Fui comprar papa para alimentar a mão. Na loja pedi uma que não fosse cara. Trouxe a Baby Papex, já trazia seringa. La fiz a papa muito liquida, pois o importante era hidratar a cria só com 2 dias. Numa sebenta apontei "as horas da mamada", la andei eu de hora em hora a embicar o animal. Entretanto andei a procura de informação e descobri que seria muito difícil criar a avezinha pois era muito bebé. Se já tivesse pelo menos 6 dias seria muito fácil. Bom... reavaliei a situação no dia seguinte, pelo menos desde o nascimento íamos entrar no quarto dia. As esperanças eram poucas.

Na cria que tinha ficado com a mãe, verifiquei que esta a pouco e pouco ia alimentando melhor o irmão. Coloquei umas folhas de dente de leão (Taraxacum officinalis), e sementes de serralha (Sonchus oleraceus) que apanhei no meu quintal e era isso que eu via no papo. No inicio e para minha frustração não via consumo de papa de ovo nem bicho da farinha. Na agua de beber acrescentei algumas gotas de vitaminas do complexo B. As esperanças continuavam poucas.
O tempo passava, e comecei a ver que a mãe embora não enchesse o papo a cria, continuava a alimenta-la regularmente. Outro sinal positivo era que eu ouvia a cria a piar. Tomei uma decisão como não posso continuar a alimentar a cria que estava sob a canária vou devolvê-la a mãe. Entretanto comecei a ver a mãe comer papa de ovo com germinado para canários da Versele-Laga. Para reforçar resolvi demolhar sementes de cânhamo e misturar na papa acrescentando bicho da farinha congelado. Reparei que não apareciam restos do bicho da farinha no chão da gaiola, mais um sinal positivo. Comecei a constatar que o mais velho já tinha os olhos abertos e um pouco de papa amarela no papo.
Anilhei hoje com anilha 2,5 mm o mais velho, com cerca de uma semana foi difícil . O irmão vai bem e hoje vi a fêmea a comer bicho da farinha. A esperança renova-se a cada dia que passa. Ainda é cedo para ilusões, vou estar ausente durante cerca de 15 dias. Já dei as minhas indicações para o manejo destas crias. Agua limpa, "mistura light" de sementes para canários, um comedouro com mistura para Carduelis e Spinus, um só com perilla, outro com chia. Papa com germinado e bicho da farinha congelado.
Vamos ver como se comportam a fêmea e as crias até ao meu regresso... quero ter esperança...
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