domingo, 17 de junho de 2012

O que será?


Em Janeiro de 2011 comentei neste blogue a minha situação de não ter nenhum documento que provasse a minha situação legal face ao ICNB. O tempo continua a passar e a trazer novidades. Ja recebi a factura, ja paguei o valor do Registo de Criador ao ICNB, tenho um numero ICNB de Criador de Aves Indígenas. Em Fevereiro deste ano de 2012 já enviei o Averbamento que é uma espécie de inventario das aves de fauna europeia na minha posse (nascidas ou adquiridas legalmente) ou as que transitaram (morreram ou cedidas). E já passaram 4 meses e ainda não recebi a factura para o pagamento deste averbamente. Espero que o valor de 50 euros previsto não aumente para este acto administrativo.


Depois de Janeiro de 2010 e na sequencia de uma vaga de calor perdi vários pintassilgos. Foi uma razia, não adiantou nada eu ter consultado um veterinário dito especialista em pombos e outros especializado em exoticos.

A doensa começou por uma perda de penas a volta do bico. Uma fêmea reprodutora ficou careca com o aspecto das galinhas carecas que tem o pescoço sem penas. A situação nos casos mais graves os pintassilgos ficavam com o peito desplumado e no extremo ficavam despenados por baixo das asas. Todos os infectados acabaram por morrer. Neste lote perdi um casal de major importados da Belgica e varios casais de repeodutores Parva.

O veterinário columbofilo diagnosticou acaros das penas, receitou tratamento com Ivermectina e vendeu-me um pó insecticida para pulverizar todo o local onde estavam alojados os pintassilgos. O veterinario dos exoticos também colocou a hipotese de serem acaros da pele que estando alojados nos fuliculos das penas provocaria a sua queda. Inclusivé fez uma raspagem a pele e foi pesquisar ao microscopio vestigios de acaros. Informei que ja tinha feito um tratamento com ivermectina, mas ele reformulou o tratamento e se não resultasse colocou a hipotese de serem fungos. Claro que o problema não se resolveu com ivermectina e la fui comprar o antifungico vendido na clinica. Tive de dar uma gota no bico de cada passaro doente, coisa que não foi facil para mim. Conclusão gastei tempo e dinheiro e no fim os que estavam doentes morreram todos. Na altura fiz o balanço economico das perdas dos pintassilgos mais gastos nos veterinários e perguntei-me se valeria a pena continuar com este passatempo e gasta dinheiro.


Passado um ano depois deste episodio ainda não estou recomposto. Perdi os meus melhores reprodutores e não tive sorte na aquisição de um trio de Parvas. Estamos actualmente a meio de junho e nada de sinais de nidificação... Com um plantel novo de pintassilgos Parva estou a atravessar o deserto. A retoma do ciclo reprodutivo destes casais novos formados por adquiridos e residentes vai ser dificil. O problema é que perdi as fêmeas reprodutoras e as duas adquiridas e uma nova residente acasaladas com machos novos não arrancam para a reprodução.

O caminho não esta facil, uso o mesmo método que usei no passado e me deu bons resultados. será dos passaros? será do criador? será do manejo? ou será que afinal não percebo nada de criação de pintassilgos?



sábado, 5 de março de 2011

Qual o Custo Aproximado de um Pintassilgo?

Recentemente um leitor deste blog enviou um comentário com a seguinte pergunta:

Qual o Custo Aproximado de um Pintassilgo?

Não é possível responder objectivamente a questão formulada, porque esta incompleta.

Pensemos na resposta a interrogação, qual o custo aproximado de um automóvel? Alguém sabe responder só com os elementos fornecidos nesta pergunta? Claro que faltam dados mais objectivos.

O mesmo se passa com a questão custo de um pintassilgo. Temos de saber mais sobre qual o tipo de ave. O pintassilgo é para canto? é para apresentar numa exposição? é cor normal ou é cor mutação? pode ser criado por canárias? o pintassilgo é dos pequenos ou dos grandes? muitas mais condições se poderiam levantar. É bom saber o que se procura para além do preço, e se o que vamos adquirir serve os nossos objectivos, dentro do orçamento de que dispomos.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Capturas Sim Ou Não?

A conversa é sempre a mesma.

1-Capturar aves silvestres é uma tradição.
2-O Silvestrismo é permitido em Espanha, porque não em Portugal?
3-De onde vieram os primeiros pintassilgos senão de capturas!
4-Que mal tem apanhar 1 ou 2 pintassilgos?

O que eu penso sobre estas questões.

1-Também na pré-historia o Homem caçava para se alimentar, tirava a pele aos animais para se cobrir. No entanto hoje século XXI, temos as lojas para comprar comida e roupa. Para atender as nossas necessidades não temos de recorre as tradições da pré-história.

2-O Silvestrismo em Espanha só é permitido em algumas autonomias. Para o praticar é necessário ter uma autorização de captura só de machos para certas espécies. Inclusive esta proibida a criação em cativeiro em algumas autonomias onde a captura é legal. Por isso em Espanha o problema da detenção de pássaros silvestres é limitada se não for proibida. O numero de pássaros por detentor autorizado é limitado e obrigatório estar inscrito numa Federação de Caça. Sim de caça o que para mim não faz sentido, pois na caça as presas são mortas o que é diferente da captura apanhar a presa vida.

3- Claro que os primeiros pintassilgos foram capturados na Natureza. Todas as espécies domesticas de animais tiveram origem na Natureza. Algumas transformaram-se de tal modo que deram origem a novas raças e o seu aspecto modificou-se. Hoje não se capturam javalis para fazer presuntos. Nem para ter uma criação de coelhos vamos buscar os reprodutores ao monte. Porquê? Criar porcos é mais fácil, e os coelhos podemos escolher a raça. Alem de que o manejo é muito mais simples requer menos recursos, estão habituados a presença do homem e são mais rentáveis.

4-Não tem mal nenhum capturar 2 ou três pintassilgos. O problema é que são 2 ou três a multiplicar por quantas pessoas? Mesmo com a interdição das capturas continuamos a assistir ao trafico de aves baratas e frágeis. Como aves baratas se morrerem compra-se mais e o ciclo continua. Hoje existe alternativas a captura, pois em Portugal é permitido possuir aves indígenas de proveniência legal. O preço não é o mesmo por isso quem compra ave legal, tem cuidado redobrado pois se morrer o prejuízo é maior e a facilidade de repor a perda não é igual.

O canto de um pintassilgo silvestre é diferente e mais rico também pode ser verdade. Agora também sei que o canto do canário silvestre é diferente dos canários domésticos de canto e isso foi conseguido através da criação selectiva das raças de canários cantores (Timbrado, Harze e Malinois. O pintassilgo domestico trabalhado também pode dar a varias escolas de canto. Para isso é necessário trabalhar as aves e cria-las em cativeiro direccionados para o canto. Estou a lembrar-me do curio pássaro nativo do Brasil criado exclusivamente como ave canora e treinada para concursos.

Não estou a julgar quem captura, hoje não entendo as suas razões. Um pintassilgo capturado é diferente de um amansado ou de proveniência domestica, contém lá as histórias que me contarem.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

O tempo passa...

Ja tinha decidido não voltar a escrever neste blog. O tempo passa e também molda as nossas convicções.

Foram necessários vários anos para que em Portugal criar aves tipo indígenas não fosse uma actividade clandestina. Desde de 2001 que os papeis estavam na gaveta de um Ministério e só com a realização do Mundial de Matosinhos 2010 é que a ferros saiu parte da legislação que permitiu a entrada de aves fauna europeia estrangeiras.

No ICNB fazem o que é possível para dar seguimento aos pedidos de legalização de aves e aos registos de criadores. Agora falta resolver a parte de Tesouraria ou seja quem vai receber o dinheiro e para onde vai esse dinheiro a receber dos processos de Registo de Criadores e aves? Penso que falta sair mais uma Portaria que regulamente esta situação. Mas a historia não acaba aqui, alguém sabe me dizer qual é o modelo do livro de registo de aves? As anilhas por lei tem de ser acreditadas por uma entidade quem me pode indicar o nome? Eu e outros criadores estamos Registados junto do ICNB até me indicaram o numero do meu processo. Se o SEPNA vier cá a casa não tenho nenhum documento emitido pelo ICNB a provar o meu registo. (Lógico pois eu ainda não paguei nada...)


Há mais, mas o melhor é ficar por aqui...

terça-feira, 27 de julho de 2010

Dois caminhos só uma opção...

A nova legislação em vigor implica uma maior responsabilidade na escolha e aquisição de aves indígenas e de aves sujeitas a CITES. Todos os possuidores ou detentores não registados no ICNB de um só exemplar correm o risco de serem multados no valor mínimo de 20 mil euros por cada ave.

Esclareço que um particular para possuir 1 único exemplar de pintassilgo legal numa gaiola tem de estar registado no ICNB. O valor do registo em 2010 é de 125 euros. Reforço a ideia do registo pois é obrigatório quer para criadores quer para particulares que tenham uma única ave de fauna europeia., mesmo que não participem em exposições nem façam reprodução da espécie em causa.

Devido a falta de capacidade de resposta dos pedidos de registo que entretanto chegaram ao ICNB, o prazo de legalização dos exemplares de aves de fauna europeia legalmente adquiridos, termina no final do mês de Setembro de 2010.

É importante que todos os possuidores clandestinos de espécies de aves da fauna europeia, pensem nas consequências da não legalização da sua situação junto do ICNB. No futuro não poderão transaccionar ou transportar ou deter as suas aves, pois o risco é de 20 mil euros de multa no mínimo. Acreditem que o SEPNA actua se forem denunciados por vizinhos ou se passarem agentes da autoridade e ouvirem o canto de algum macho clandestino. Mesmo os possuidores de travessos ou hibridos estão sujeitos a mesma coima.

Um criador de fauna europeia clandestino, pode ser comparado a um indivíduo que emite e passa notas falsas. Este indivíduo além de correr um grande risco o que produz não tem valor. Não tenham ilusões mesmo que sejam pertencente ou não a um clube ornitológico possuidores de mutações de aves da fauna europeia adquiridas a criadores ou comerciantes estrangeiros, não estando Registados ficarão de fora do sistema legal com as devidas consequências.

Não vou tecer considerações sobre a lei, apenas quero alertar que o facto de haver uma lei que permite a posse legal de aves da fauna europeia, antigamente conhecida por aves indígenas foi um grande avanço relativamente a haver uma proibição total.


Hoje, 25 de Julho de 2010 a situação e os procedimentos para pedir o Registo ao ICNB é do conhecimento de todos os dirigentes dos clubes ornitológicos desportivos. Quem estiver filiado e federado e tiver aves CITES ou aves indígenas ou de fauna europeia, pode tratar dos documentos necessários e preencher os impressos e pagar 125 euros para o ICNB. Todos os processos recolhidos nos clubes serão posteriormente enviados para a FONP, para que o ICNB dê uma resposta em tempo útil, para que este ano seja possível expor este tipo de aves em 2010.

O caminho vai ser longo para os pioneiros que façam o seu Registo, pois ainda falta definir como será o modelo do Livro de Registo (obrigatório só para criadores legalizados) onde estão inventariadas todas as aves. Em 2010 será o primeiro ano em que será possível haver nas exposições aves sujeitas a todas estas formalidades. Qual será a reacção do SEPNA?

Quem aderir ao Registo no ICNB escolhe um caminho peregrino. Ficar de fora do sistema pode custar no mínimo 20 mil euros. Os criadores amadores de fauna europeia tem os dias contados.

A lei portuguesa obriga-nos a escolher um único caminho eu já fiz a minha opção. Despeço-me de todos os leitores e seguidores deste blog, agradeço a todos aqueles que me acompanharam ao longo desta aventura. Prosseguir com os artigos sobre Carduelis pode ser interpretado como incentivo a uma pratica ilegal de reprodução em cativeiro de aves sujeitas a condições especiais de posse e detenção. Apenas foi o meu objectivo demonstrar de forma ingénua que não é necessário capturar e é possível criar em ambiente domestico aves da fauna europeia.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Desparazitação, palitada sim ou não? - A emancipação dos filhotes



Nos blogues nem sempre se relatam os fracassos, pois nesta sociedade de consumo só interessa o sucesso. Por uma questão de imagem muito fica por relatar, mas a vida como diz o povo nem sempre é um mar de rosas.

A minha expectativa no inicio da época 2010 era saber como se comportaria o casal de Major. No balanço final da primeira postura foi de de 5 ovos, na postura de 3º ovo este apareceu picado, separei o macho com divisória em rede e não houve mais novidade completada a postura. A incubação decorreu sem problemas e nasceu uma cria os restantes ovos estavam chocos. O facto dos embriões não se terem desenvolvido, leva-me a suspeitar que os progenitores podem ser portadores de algum micróbio. Já la vão alguns anos, lembro-me que um casal de verdilhões, no final da incubação de 5 ovos todos os embriões estavam mortos dentro do ovo. Não estive com meias medidas e fiz um tratamento com FP 20/20, na 2º postura 4 ovos claros, mas na 3ª postura 4 crias saudáveis. Muito se tem discutido sobre a eficácia dos tratamentos preventivos ou desparasitações antes das criações. Pessoalmente tinha umas certas reservas, hoje já me interrogo se quem faz as curas antes da época de criações é que não tem a razão.

Voltando a minha história. Nos primeiros 2 dias a mãe Major pouco alimentava a cria pois quando eu fazia o controlo o papo estava vazio. Passados 4 dias a meio da manhã a fêmea estava fora do ninho com a cabeça molhada e o macho com muito cio. Fui ver o ninho e encontrei a cria fria, aqueci-a na palma da mão e resolvi coloca-la de baixo de uma canária que chocava os seus ovos. Confesso que não tenho experiência nem dou palitada e por precipitação perdi a cria com 4 dias. Analisando melhor a situação deveria ter esperado que a canária tivesse embicado a cria de pintassilgo e ter praticado a palitada com as crias dos canários. Assim estaria mais preparado para esta situação. Agora entendo porque é que alguns criadores de sucesso dão palitada e usam madrastas.

Actualmente (Junho de 2010) tenho uma fêmea pintassilgo Parva no choco com 5 ovos. No ano passado 2009 esta pôs 4 ovos tirou 2 pintassilgos machos sem truques. Nada de tratamentos, nada de palitada. Na segunda postura 4 ovos 2 embriões mortos na casca. Na altura comentei com um especialista da nossa praça e ele levou o caso para a falta de humidade no período de choco. Eu fui na conversa pois o local é quente, o que hoje penso é o seguinte. A medida que se prolonga no tempo a criação de pássaros no mesmo local, a carga de micro-organismos patológicos vai aumentando. Não é por acaso que nas criações intensivas de galinhas quando chega ao fim o ciclo de produção os aviários são lavados e desinfectados e ficam inactivos durante um certo tempo. Só depois é que recomeça o ciclo com a chegada de novos frangos a um local pouco contaminado. Devido a esta circunstancia e não havendo um período de inactividade do local de criação é inevitável recorrer periodicamente aos chamados tratamentos de desparazitação para controlar os níveis de contaminação do organismo da ave.

A época de criação ainda não terminou, até Agosto ainda tenho algum caminho a percorrer, espero no final ter um balanço menos negativo...

Já passaram 4 anos desde que iniciei a criação de verdilhões ancestrais e pintassilgos parva no meu aviário, sem truques. Olhando a minha volta e conhecendo eu quase todas as técnicas e truques, porque é que não as aplico? Talvez por um certo romantismo e puro amadorismo da minha parte ou será que não valeria a pena ter mais trabalho (palitada) mais despesa (sustentar madrastas). Se calhar no fim das criações teria outro balanço a apresentar, ou talvez não!...

Para crescer não devemos ter medo de errar, pois as quedas são uma etapa para se aprender a andar.

Algumas semanas já passaram desde que iniciei a escrita desta prosa. Os 5 ovos de pintassilgo deram origem a 5 crias, hoje já estão separadas dos progenitores e aparentemente saudáveis. A ultima cria desta ninhada nasceu mais fraca e durante 2 dias coloquei-a de baixo da fêmea de major, mas constatei que ela não a alimentava convenientemente e tive de recorrer a palitada. Dei cerca de 4 palitadas diárias durante 3 dias e depois juntei-a de novo aos irmãos. Entretanto e antes de decorridos 30 dias a mãe começou uma nova postura e os filhotes ainda não comiam sozinhos, pois piavam muito com fome. O pai pintassilgo só depois de as crias reclamarem é que la se resolvia dar alguma comida. Tive de separar os filhotes da mãe pois como a gaiola era pequena eles tinham por habito estarem empoleirados na borda do ninho e com a postura a decorrer eu não queria perder os ovos. Coloquei um separador em rede pois a gaiola é dupla de um lado a pintassilga a chocar e do outro o macho com os 5 filhotes. Neste período crítico de emancipação e independência alimentar as crias perdem peso a olhos vistos, o osso do esterno começava a ficar muito afiado. Comecei a ficar preocupado pois não havia meios de ver as cria a comer sozinhas antes dos 30 dias de idade. Bom resolvi intervir mais uma vez e retomei a palitada 3 vezes ao dia. Lentamente observei que começavam a debicar a papa e a descascar o germinado. Por volta dos 40 dias separei-os e alojei-os numa gaiola maior depois de ver que todos se alimentavam sozinhos e que deixei de ouvir o seu piar de mendigar comida.


A fêmea pintassilga voltou ao choco na segunda postura de 5 ovos e hoje 14 de Julho de 2010 nasceram já mais 2 crias faltam eclodir 3 ovos, mas os 14 dias só se completam amanhã. Criar pintassilgos Parva é uma aventura e um desafio aliciante na pratica da reprodução de pássaros em ambiente domestico.






terça-feira, 13 de julho de 2010

Raças de Pintassilgos vs mistura de subespécies

A conservação das espécies nem sempre é entendida por quem procura obter novas raças. Quando o Homem domestica uma determinada espécie, procura introduzir novas características diferentes da sua forma selvagem. Ao seguir este caminho a espécie em questão perde ou adquire por exemplo novas cores, outro tamanho e até pode mudar de forma. O que para uns é uma melhoria civilizacional da espécie, para outros é uma desvirtuação da sua forma selvagem.

O trabalho de selecção realizado pelos criadores de canários é um exemplo da quantidades de raças de canários que existem actualmente todas derivadas do canário verde selvagem. Na Europa o pintassilgo criado em ambiente domestico, também começa a dar origem a novas raças de cores diferentes da selvagem. Os sujeitos obtidos são de tamanho variado pois não se tem respeitado o tamanho característico das diferentes subespécies. Quando cruzamos um indivíduo grande com um pequeno qual o tamanho das crias que vamos obter? Não é por acaso que a C.O.M Confederação Ornitológica Mundial vai publicar um estalão ou standard diferente para cada subespécie de pintassilgo. Para os mais atentos a cor e o tamanho dos pintassilgos variam conforme nos deslocarmos geograficamente de Norte para Sul. Os pintassilgos do Norte são mais corpulentos e as cores mais claras o castanho não é tão escuro e o branco é mais puro. A medida que nos deslocamos para Sul o tamanho das diferentes subespécies diminui e o branco fica mais contaminado ou sujo, o castanho tende a ficar cor de chocolate.

Os Italianos e os Espanhóis, já se aperceberam destas diferenças entre subespécies de pintassilgo. Em Itália distinguem duas subespécies, os pintassilgos pequenos ou Tsuchi e os pintassilgos Major que são maiores em tamanho. Na Espanha os pintassilgos pequenos são os Parva e os de tamanho maior são os Major. Os Italianos e Espanhóis ao manter estas diferenças de tamanho estão a valorizar as subespécies autóctones criando novas cores diferentes das selvagens, mas mantendo o porte e tamanho da subespécie autóctone dos respectivos países.

Na França, Bélgica, Holanda penso que os criadores desportivos ainda não fazem estas distinções pois o pintassilgo apresentado nas exposições ornitológicas tem um tamanho intermédio é maior que o Parva e o Tsuchi, mas mais pequeno que o Major. Talvez o tamanho intermédio obtido se aproxime da espécie da Europa Central Carduelis carduelis carduelis que é mais pequena que o Major mas maior que o Parva e Tsuchi.

Actualmente em Portugal, pelo que eu conheço, alguns criadores importaram mutações de pintassilgo major e estão a cruzar com pintassilgos Parva para obter novas cores e diversificar o património genético dos Major e introduzir novas cores nos Parva. A médio prazo dentro de talvez 5 anos começarão a surgir Parvas portugueses mutados. O trabalho destes criadores de pintassilgo de novas cores, vai no futuro criar novas raças domesticas de pintassilgo. Aves mais mansas e com aptidão para criar em espaços reduzidos. Como nos canários de cor os critérios de selecção variam conforme o país, não é por acaso que em certas cores de canários se fala de linha italiana, holandesa, belga no futuro irá acontecer o mesmo com os pintassilgos de cor. Sim pintassilgos de cor pois o critério de selecção foi a cor, porque também os pintassilgos são apreciados pelo seu canto. Na Espanha e nos países do Norte de África como a Argélia, Tunísia e Marrocos a captura alimenta a aficcion da criação de híbridos canária x pintassilgo macho. Os concursos de canto de pintassilgo são muito apreciados, mas isso é outro capítulo da história do pintassilgo.